Avanço temporal: as temporadas anteriores decorreram num período aproximado de 8/9 semanas e era necessário fazer as personagens “respirarem” para haver crescimento e desenvolvimento. Fiquei entusiasmada com as portas que se abriam com esta oportunidade e nem fiquei desiludida com o pouco recurso feito aos flashbacks para ficarmos a par do que tinha acontecido naquele ano em que a Sookie esteve em Faery. No entanto, chego ao final da temporada a pensar se terá sido mesmo a melhor decisão dos argumentistas. Afinal, não passou um ano para a pessoa que mais precisava de desenvolvimento e de crescimento pessoal, a Sookie.
Enredos secundários: ora, para que servem as personagens secundárias? Para serem isso mesmo, personagens secundárias, com enredos que suportem a história principal. Não para ocuparem metade de um episódio com histórias pouco relevantes para o quadro geral da temporada ou então com enredos tão mal construídos que metem dó. Os argumentistas parecem não saber balançar o que será importante mostrar ao espectador e o que deve ser mantido num plano mais secundário. Felizmente, o número de personagens foi diminuindo, principalmente na recta final, e o aparecimento de personagens de temporadas anteriores permite “reciclar” vilões sem introduzir novas personagens que levariam ao mesmo problema. A decisão de diminuir o elenco da série (tanto personagens novas como aquelas de raiz) é bem-vinda e espero que se mantenha na 5ª temporada.
Descaracterização das personagens e falta de consistência dos enredos e personagens: nesta temporada, mais do que em qualquer outra, notei muita descontinuidade na caracterização das personagens. Ora num episódio diziam uma coisa e no seguinte contradiziam-se (e o mesmo para acções), ou então faziam algo que ia contra a sua própria personalidade só para proporcionarem momentos televisivos mais emocionantes, ou o já habitual denegrir uma personagem para elevar a personalidade de outra. Estes aspectos foram particularmente visíveis no episódio Soul of fire onde tivemos personagens a tomarem decisões sem nexo algum e sem um pingo de inteligência quando já demonstraram vezes sem conta serem personagens calculistas que pensam antes de agir. Depois, temos sempre a inconsistência de personagens e enredos que já vem sendo uma característica da série (infelizmente): a Sookie a dizer que o Bill a magoou imenso mas dando alguns sinais de o querer de volta (She’s not there), o Bill a dizer à Sookie que o Eric tem amigos na Autoridade (You smell like dinner) mas a ficar surpreendido quando a Pam menciona este facto (And when I die) ou o facto de o Alcide não cheirar a Debbie em forma de lobo a segui-lo (Spellbound), são alguns dos exemplos. O facto de esta série ter 6 argumentistas (e este número já foi mais elevado em temporadas anteriores) sempre me levantou bastante curiosidade e alguma apreensão e este ano, infelizmente, tive ainda mais motivos para ter receio. Não sei se será falta de comunicação entre os argumentistas ou visões diferentes de enredos e personagens mas o facto de eles já terem admitido que as ideias surgem durante o processo de escrita e sem um planeamento prévio (vindo a público quando falaram do facto de terem decidido tornar o Lafayette um médium já com a temporada a decorrer) deixa-me algo nervosa.
Citações: esta temporada tivemos grandes falas e diálogos, a maioria cómicos como esta série já nos vem habituando. Claro que a maioria pertence à Pam mas tivemos também grandes tiradas do Lafayette, Jason e Nan. Alguns Muitos exemplos por ordem de aparecimento:
Construção dos episódios: este ano senti muita desconexão de episódio para episódio e mesmo entre segmentos do mesmo episódio que não senti tanto nas outras temporadas. Ainda assim, aquilo que mais me incomodou foram algumas transições bruscas entre segmentos, o que dá a sensação de não existir coesão e fluidez, e quebras de ritmo que se notavam muito. Óbvio que este é, maioritariamente, um problema técnico mas os directores dos episódios também têm influência no resultado final de um episódio...
Sangue, violência e sexo: não é apenas por estes aspectos tão característicos da série que aguardo 9 meses por novos episódios mas que eles têm um grande peso não o nego! E nunca estiveram tão em foco como este ano, umas vezes usados na medida certa, outras vezes nem tanto, forçando até o espectador a fechar os olhos. As cenas do apodrecimento da Pam foram do melhor que se viu em televisão este Verão, muito sangue correu em 12 episódios e também se viu muito, muito sexo este ano! A melhor cena da temporada para mim está no episódio Soul of fire e tem o Eric e o coração do pobre Roy como protagonistas!!
O melhor enredo: Bruxas (na primeira metade da temporada)
O melhor episódio: Episódio 7, Cold grey light of dawn
As melhores personagens: Eric e Pam
O pior enredo: Plano de fertilidade em Hotshot
O pior episódio: Episódio 9, Let's get out of here
As piores personagens: Melinda e Joe Lee Mickens
Balanço final
Não foi a melhor temporada da série mas também não foi a pior. Aquilo que me fica mais na memória é o facto da temporada não ter tido um pico de qualidade (que, em anos anteriores, ocorreu por volta dos episódios 8 ou 9), prometeu muito ali pelo episódio Cold grey light of dawn, elevando as expectativas e deixando o espectador em pulgas para ver o que resultaria daquela história das bruxas, mas, deste episódio em diante, a qualidade caiu bastante. Ainda assim, tivemos 3 ou 4 episódios muito bons (season premiere, You smell like dinner, I'm alive and on fire e Cold grey light of dawn) e mesmo a season finale, não tendo sido propriamente um grande episódio, foi a conclusão mais satisfatória de uma temporada nesta série. Começo a notar algum cansaço na série e, com a retirada do Alan Ball do cargo de produtor no final do próximo ano, talvez esteja na altura de se começar a atar histórias e a pensar numa conclusão para a série.
Expectativas para a 5ª temporada
Bem, as expectativas por estes lados continuarão baixas mas não serão baixas pelo decréscimo da qualidade. É uma opção pessoal para não ficar desiludida tão depressa por ter criado expectativas que acabam por se revelar inatingíveis. Os cliffhangers desta temporada que me deixaram realmente em pulgas são apenas dois, os regressos do Russell e do Steve Newlin como vampiro. Relativamente às outras pontas soltas, tenho uma ligeira curiosidade sobre como a Tara voltará, qual o seu estado e qual o impacto desta situação na vida dela e das pessoas que a rodeiam, quero saber como o Bill e o Eric vão resolver esta guerra iminente com a Autoridade e como a Pam enfrentará a crise na sua relação com o Eric. Espero ver uma Sookie mais madura e independente e a ser uma verdadeira protagonista com a qual o espectador simpatize, quero ver mais desenvolvimento para a Jessica e quero saber qual o papel do Lafayette daqui para a frente. De um modo geral, quero uma série consistente, com uma boa escrita e que não sacrifique as personagens em prol de histórias mal idealizadas.

Grupo Saída de Emergência
Parcerias
Downloads
Charlaine Harris em Portugal
12 Março 2010 (Maxime) - Videos
Crónicas do Sangue Fresco
1 temporada(19)
10 vol. - segredos de sangue(7)
2 temporada(31)
3 temporada(160)
4 temporada(154)
5 temporada(119)
6 temporada(46)
6 vol. - traição de sangue(10)
7 temporada(25)
charlaine harris(91)
contos - um toque de sangue(4)
correio(7)
crónicas sf(10)
elenco(84)
fanart(31)
fãs(83)
guia(2)
mini-episódios(13)
mov(6)
notícias(134)
opinião(31)
passatempo(62)
personagem(10)
prémios(8)
promoção(4)
rtp1(6)
s05e01(2)
série de tv(39)
the sookie stackhouse companion(1)
universo sf(23)