Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Crítica a "Dívida de Sangue", por Carla Carvalho

Após o fantástico primeiro volume, Sangue Fresco, Charlaine Harris volta a mostrar-nos a sua realidade fantástica: um mundo em que os vampiros "saíram do caixão" e andam no meio dos humanos lutando por direitos iguais e, ao mesmo tempo, julgando-se superiores. Contudo, neste segundo volume ficamos a conhecer uma realidade diferente da do primeiro livro, na medida em que um novo leque de espécies sobrenaturais é-nos apresentada, para além daquelas que já nos tinha dado a conhecer.

 

Depois de Sookie, uma empregada de bar sulista, ter conhecido o vampiro Bill Compton, a sua vida deu uma volta de 180º graus. O que outrora fora seguro e previsível agora encontra-se perigoso e inesperado. Muito à semelhança do primeiro volume, a história é desenvolvida a partir do envolvimento da personagem principal com o meio sobrenatural graças à sua capacidade invulgar de conseguir ouvir os pensamentos dos humanos que a rodeiam, e apenas dos humanos, pois, para bem da sua saúde, a mente dos vampiros continua a ser-lhe uma incógnita.

O livro começa com o assassinato de um colega e amigo de Sookie ao qual ninguém dá importância o que suscita uma grande suspeita da heroína. Mas por pouco tempo, pois logo a seguir, Sookie é atacada por uma ménade (uma criatura da mitologia grega) com o objectivo de enviar uma mensagem a Eric, um vampiro que é tão sexy como perigoso e que, ainda por cima, é o superior de Bill. Eric salva-lhe a vida, chamando uma peculiar doutora de criaturas sobrenaturais, e, em troca, pede-lhe para fazer um favor: usar as suas capacidades telepáticas em Dallas para descobrir um vampiro que está desaparecido.

 

Todo este enredo inicial, que alguns podem achar rápido e pouco coerente, apenas demonstra a grande capacidade que esta autora tem para agarrar o leitor, pois é praticamente impossível parar de ler. Além disso, atentando ao título original do livro "Living Dead in Dallas", o livro toma, rapidamente, o enredo que lhe dá o nome. É em Dallas que a história se passa, na sua maioria, e é lá que Sookie tem que se aliar a outros vampiros para se infiltrar na Irmandade do Sol, que é, nem mais nem menos, um grupo religioso anti-vampiros.

Sookie volta enfrentar situações de vida ou morte. Situações essas que nos são transmitidas através de uma escrita simples e eloquente, de maneira a transmitir-nos a realidade da natureza dos seus novos companheiros vampiros.

 

A acção continua até ao final do livro, como já tinha acontecido no primeiro volume. No final, parte que pessoalmente apreciei mais, é a vez de Sookie pedir ajuda a Eric para descobrir a verdade sobre a morte do seu colega. Com este pretexto, a autora leva Sookie e Eric a uma orgia, “obrigando-os” a envolverem-se para que descubram a verdade.

Em virtude do que foi mencionado, Charlaine Harris volta a provar-nos que se encontra entre os melhores autores de livros de fantástico dos nossos dias, revelando-nos uma história cheia de mistério, emoção e suspense, deixando o leitor agarrado até à última página… e ansiando pelo próximo volume!

 

Esta crítica fez parte do passatempo "Traição de Sangue".


publicado por sangue-fresco às 16:29
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